Mais do que apenas conhecer o imaginado, tenho procurado entender a sociabilidade dos lugares por onde estive. Entender sempre é papo de filósofo, as interpretações são muito pessoais e o ponto de vista nem sempre é compartilhado. E como já dizia Pitágoras: "filósofo não é dono da verdade, é apenas uma pessoa amiga do saber". Eu tampouco sou filósofa, mas aprecio a arte de filosofar, e sério! não preciso estar chapada pra fazer isso...
Na américa, a dos Estados Unidos, a vivência denota facilidade, o acesso a informação, o preço aplicado nas mercadorias, bem como algumas belezas naturais e as não tão naturais assim, são ítens altamente atrativos no país. É o lugar onde tudo acontece, tudo ao mesmo tempo agora! Só para salientar que meu destino era um navio com mais de 40 bandas de metal, saindo de Miami em direção a ilha de Cozumel no México. Falar da sociabilidade no navio? Meu...não há nada mais socializável do que um lugar repleto de gente com o mesmo propósito: ouvir música ao vivo, viajar por sobre os mares e se divertir à beça, e de grátis na bagagem muita cultura com gente de toda a parte do mundo e natureza...Voltando pra terra, ainda dos norte americanos, abriu-se um leque de uma América cheia de multiplicidade, que parece não ser aplicada apenas nos grandes centros, mas do país por inteiro, pode ser, ou não, resultado do crescimento, da própria política que um dia já foi verdadeiramente amada e inclusive da diversidade legislativa dos estados. Confesso que tive pontos de vistas bem piores antes de conhecê-la!
Essa pressa de viver ainda vai me levar a andarilhar...essa certeza de que o tempo não espera, e a sensação de que hoje é o melhor dia para ser feliz me tira o sono e a razão.
Bom, era pra ser um relato sociológico, todavia em três linhas o foco desvia-se para o filosófico e correlatos, perdendo toda a credibilidade..hehe
Voltando ao que na hora de explicar há elementos plausíveis....
A Europa é velha e careta, é a mãe autoritária e o filho manhoso. A Europa é linda e sabe disso. É demasiada orgulhosa e fidalga. Mas ela também é aconchegante, ela é sábia e muito atraente. A história lá é pichada nos muros, é esculpida nas praças é desenhada nos museus. Por lá boas risadas, por lá grandes dificuldades, por lá desejar asas...É um continente, podemos dizer, cosmopolita, cheio de gente de tudo quanto é parte do mundo, é indiano falando com judeu, é japonês brincando com americano, e é bonito imaginar essa gente toda criando uma miscigenação que reflete uma esperança no banimento da desigualdade. A Europa ensina e ahhhhh o rock britânico chutou a porta!
Na Ásia, pouco tempo tive pra realmente entrar ao fundo e entender os porques, ou ao menos me alto questionar, mas o povo ao mesmo tempo que transparece uma disposição, se retrai com uma insegurança, um medo, um medo do diversificado, dos impáctos, das anti-regras, do desconhecido. Há de se comentar dos ataques e desgraças já lá ocorridas. O passado deixa marcas...e isto é um fato, numa pessoa ou em uma sociedade. A Ásia é inteligente e tímida, é dona do seu nariz e cuida bem dele. É criativa e inovadora, mas falta...falta...falta um pouco de graça, um pouco de uma pitada de calor...
A America, agora a nossa...do Sul! ahhh calientes...o que falta na maior parte dos lugares, tem demais aqui, calor! não aquele da Bahia, aquele de se emocionar fácil demais, me arrisco a dizer que é um excesso, inclusive. A beleza cega os olhos! E ponto final.
Não há céu e não há inferno, pessoas boas e más estão misturadas neste vão entre o fundo e o topo, e enquanto juntas, não há em se esperar uma sociedade sem problemas.
Na verdade não precisa sair do seu país de origem pra saber que a natureza é bela e que pessoas "legais" existem, mas viajar é uma escola inigualável...
Acho que se vivéssemos todos em uma Cosmópolis ajudaria...
*Obs.: O texto representa meramente a opinião da autora, e o blog é dela e ela escreve o que ela quiser ;P (e antes que me processem! não achei o crédito da imagem)








